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Heartbreaks & Cocktails

" 'Cause I just wanna die before my heart fails, from heartbreak or cocktails "

Heartbreaks & Cocktails

" 'Cause I just wanna die before my heart fails, from heartbreak or cocktails "

Isto de voltar a escrever

   Isto de voltar a escrever, sem se saber como, sem se saber porquê, sem se saber o que mais fazer.

   Isto de voltar a escrever dá que pensar, deixa-nos à toa, à nora, faz-nos divagar.

   Isto de voltar a escrever faz-me perceber que apesar de não ter nada para dizer, escrevo apenas por escrever.

   Como se fosse uma limpeza da alma, como se transmitisse uma certa calma, como se por instantes, tudo fosse ficar bem.

O Monopoly dos Deuses

   É como se a minha vida fosse um jogo de tabuleiro, mas quem joga não sou eu. Imaginando o Olimpo, lá o sítio onde os Deuses se reúnem, e eles estão a jogar, como eu faria numa tarde de domingo na sala com os meus pais (só que ao contrário de mim, eles não jogam monopoly).

   Então, basicamente, quando tudo começou, cada um deles (o Deus do amor, o do Dinheiro, o de qualquer parte da minha vida, vá digamos) tinha uma estratégia, e jogava lá o peãozinho de modo a tentar ganhar.

   Mas tal como o monopoly, é um jogo que demora muitas horas, e é cansativo, então, a maltinha lá de cima, fartou-se, e agora nem se preocupam com as regras. Então, se no dado sai um 6, eles rodam-no para o 2, porque não sei, tem mais piada se eu cair na casinha amarela e não na verde.

   E quais os resultados disso cá em baixo? As coisas não têm simplesmente nenhum sentido. Tudo o que antes tinha propósito deixou de o ter. Aposto que se agora um deles se lembra de escrever um cartão a dizer “ela agora cruza-se com um rinoceronte no meio da rua” e o mistura com as restantes cartas pré-estabelecidas, quando o cartão calhar no jogo, eu vou cruzar-me com um rinoceronte na rua, de um modo completamente aleatório.

   Então, Deuses, se lerem isto, voltem a jogar segundo as regras, porque não vivemos na anarquia, embora que eu até gostasse que sim.

sem nexo #3

   Estamos habituados a ouvir ou ler histórias com finais felizes. Estamos à espera que a nossa vida tenha um. É inevitável.

   Se nos dissessem que o nosso final não ia ser feliz, talvez não reagíssemos bem. Provavelmente não iríamos mesmo.

    Mas, e quando não nos dizem nada? Quando não há ninguém para nos dizer algo?

   Imaginando que acordam no meio de um hospital, sem a mínima noção de quem são, ou do que fazem. Estando perdidos algures, num outro país a kilómetros de casa, e sozinhos.

A vida é como uma noite poker, ou algo do género

   Antes de mais, eu não percebo nada de poker, joguei uma vez ou duas com as regras ligeiramente aldrabadas e ganhei um dos jogos por pura sorte. 

   Mas se não levarmos o que está escrito à letra, a teoria faz bastante sentido, só não pensemos necessariamente em poker, e sim num outro jogo de apostas qualquer.

   E digo isto porque:

   Em primeiro, porque nunca sabes em quem podes confiar, quer seja na vida, quer seja no jogo, não sabes "quem é quem", pode ser tudo bluff, ou não.

   Em segundo lugar, tal como na vida, podemos "ter tudo", e de repente, ficarmos sem nada, por causa de uma aposta mal feita. 

   E em terceiro, temos a inversão do segundo, podemos não ter nada e ganhar tudo, desde que tenhamos uma boa estratégia ou sejamos os estúpidos dos "bluffers" do primeiro ponto (okay, no poker não é bem assim, mas dá para entender o meu ponto de vista).

   É tudo aleatório, uma questão de sorte ou azar, e imensas reviravoltas.

 

Pessoas, e como as odeio.

   Depois de um tempo (e nem foi muito) a trabalhar numa loja, cheguei a uma conclusão:

   Eu odeio pessoas. Mas odeio mesmo.

   Desarrumam tudo, não saiem da frente, não pedem desculpa, empurram, deixam lixo por todo o lado.

   Odeio.

   Depois pensei um pouco, e percebi que o meu ódio à população em geral não se baseia só nisto. As pessoas são uma merda.

   Não têm respeito por ninguém, não têm educação, só estorvam. São um atraso de vida.

 

Críticas e hipocrisias

   Estive a ler a Happy, e encontrei um artigo no qual li que a Vivienne Westwood (designer de moda, ativista, co-fundadora do movimento punk e empresária) diz não ter fé nos jovens, e não perder tempo a tentar comunicar com eles.

   Deixou-me um bocado revoltada, tenho que admitir, não tenho nada contra a senhora, aliás, pelo contrário, gosto imenso dela, mas, para alguém com dois filhos, que em algum momento foram jovens, soou-me um bocado hipócrita.

   Não é a primeira vez que leio ou vejo uma situação destas, em que alguém de uma geração mais velha critica a atual geração de jovens. Como disse hipocrisia.

   Isto porque quem está a criticar a geração está se a esquecer que a educou.Criticize-sayings-those-who-criticize-our-generati

sem nexo #2

   “Define a tua vida em três palavras, apenas três palavras.” pediu-me ele, assim como quem pede uma dentada da tua tosta mista quando está esfomeado, ou quem pede uma boleia de carro num dia de chuva. Pediu-me como se fosse algo imprescindível, ou como algo que fosse impossível da minha parte negar.

   Eu pensei, bastante até, e, tal e qual como acontece nos filmes, abri a boca e não saíram palavras, senti-me numa situação ridícula, não posso dizer que não, mas isto tudo não me saiu da cabeça.

  A vida é algo complicado, não sei descrever, não sei o sentido, o objetivo, não sei o que cá faço, nem mesmo o porquê, como é que é suposto eu defini-la em três palavras? Não sei como ajo, porque ajo, não sei quando penso demais e quando vou por impulso, não sei distinguir o bem do mal, ideias enraizadas pela sociedade em nós, como o conceito de beleza, coisas indefiníveis, deixámo-nos influenciar, e ainda deixamos, todos os dias.

   Três palavras? Eu não sei. Até porque de momento, eu não sei mesmo.

sem nexo #1

   Crónicas num jornal, qualquer coisa sobre os Deuses controlarem a nossa vida.

   Gostava de ser capaz de escrever coisas bonitas, poéticas, coisas capazes de serem lidas e apreciadas. Mas não sou.

   Larguei o papel, a caneta, a chávena de café, o jornal, larguei tudo, e levantei-me de repente.

   Saí porta fora, com um fato-de-treino velho vestido, mas não me importava nem um bocadinho.

   Já tiveram todo aquele impulso de fugir? Sair daqui e ir para um sítio melhor, era tudo que eu desejava. E eu podia fazê-lo. Mas faltava-me a coragem.

   Os Deuses só ajudam quando querem.

   Merda. O Derek.

Introdução

   Como se começa um blog?

   Mais um de muitos ao qual hei de tentar dar continuidade.

   Não tenho a certeza. Com os objetivos? Os propósitos? Algo do género, penso eu.

   Mas posso tentar.

   Basicamente, quero armazenar tudo o que escrevo num só local, as crónicas, os textos, as opiniões.

   Mas também porque falo de mais, eu acho, e falo um bocado sem filtro, não penso muito, o que tiver para dizer digo na hora e diretamente.

   Chegou a um ponto em que as pessoas deixaram de ouvir, então bora lá escrever, sempre dá para expor pensamentos. E quem sabe se um dia alguém não virá a concordar comigo em algo que eu escreva para aqui?

   Mas é isso, eu escrevo para quem quiser ler, e se ninguém quiser, ninguém lê. Soa simples.

   Resumindo, escrever por escrever, porque posso, porque quero, porque não tenho nada a perder.