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Heartbreaks & Cocktails

" 'Cause I just wanna die before my heart fails, from heartbreak or cocktails "

Heartbreaks & Cocktails

" 'Cause I just wanna die before my heart fails, from heartbreak or cocktails "

sem nexo #3

   Estamos habituados a ouvir ou ler histórias com finais felizes. Estamos à espera que a nossa vida tenha um. É inevitável.

   Se nos dissessem que o nosso final não ia ser feliz, talvez não reagíssemos bem. Provavelmente não iríamos mesmo.

    Mas, e quando não nos dizem nada? Quando não há ninguém para nos dizer algo?

   Imaginando que acordam no meio de um hospital, sem a mínima noção de quem são, ou do que fazem. Estando perdidos algures, num outro país a kilómetros de casa, e sozinhos.

A vida é como uma noite poker, ou algo do género

   Antes de mais, eu não percebo nada de poker, joguei uma vez ou duas com as regras ligeiramente aldrabadas e ganhei um dos jogos por pura sorte. 

   Mas se não levarmos o que está escrito à letra, a teoria faz bastante sentido, só não pensemos necessariamente em poker, e sim num outro jogo de apostas qualquer.

   E digo isto porque:

   Em primeiro, porque nunca sabes em quem podes confiar, quer seja na vida, quer seja no jogo, não sabes "quem é quem", pode ser tudo bluff, ou não.

   Em segundo lugar, tal como na vida, podemos "ter tudo", e de repente, ficarmos sem nada, por causa de uma aposta mal feita. 

   E em terceiro, temos a inversão do segundo, podemos não ter nada e ganhar tudo, desde que tenhamos uma boa estratégia ou sejamos os estúpidos dos "bluffers" do primeiro ponto (okay, no poker não é bem assim, mas dá para entender o meu ponto de vista).

   É tudo aleatório, uma questão de sorte ou azar, e imensas reviravoltas.

 

Pessoas, e como as odeio.

   Depois de um tempo (e nem foi muito) a trabalhar numa loja, cheguei a uma conclusão:

   Eu odeio pessoas. Mas odeio mesmo.

   Desarrumam tudo, não saiem da frente, não pedem desculpa, empurram, deixam lixo por todo o lado.

   Odeio.

   Depois pensei um pouco, e percebi que o meu ódio à população em geral não se baseia só nisto. As pessoas são uma merda.

   Não têm respeito por ninguém, não têm educação, só estorvam. São um atraso de vida.

 

Críticas e hipocrisias

   Estive a ler a Happy, e encontrei um artigo no qual li que a Vivienne Westwood (designer de moda, ativista, co-fundadora do movimento punk e empresária) diz não ter fé nos jovens, e não perder tempo a tentar comunicar com eles.

   Deixou-me um bocado revoltada, tenho que admitir, não tenho nada contra a senhora, aliás, pelo contrário, gosto imenso dela, mas, para alguém com dois filhos, que em algum momento foram jovens, soou-me um bocado hipócrita.

   Não é a primeira vez que leio ou vejo uma situação destas, em que alguém de uma geração mais velha critica a atual geração de jovens. Como disse hipocrisia.

   Isto porque quem está a criticar a geração está se a esquecer que a educou.Criticize-sayings-those-who-criticize-our-generati

sem nexo #2

   “Define a tua vida em três palavras, apenas três palavras.” pediu-me ele, assim como quem pede uma dentada da tua tosta mista quando está esfomeado, ou quem pede uma boleia de carro num dia de chuva. Pediu-me como se fosse algo imprescindível, ou como algo que fosse impossível da minha parte negar.

   Eu pensei, bastante até, e, tal e qual como acontece nos filmes, abri a boca e não saíram palavras, senti-me numa situação ridícula, não posso dizer que não, mas isto tudo não me saiu da cabeça.

  A vida é algo complicado, não sei descrever, não sei o sentido, o objetivo, não sei o que cá faço, nem mesmo o porquê, como é que é suposto eu defini-la em três palavras? Não sei como ajo, porque ajo, não sei quando penso demais e quando vou por impulso, não sei distinguir o bem do mal, ideias enraizadas pela sociedade em nós, como o conceito de beleza, coisas indefiníveis, deixámo-nos influenciar, e ainda deixamos, todos os dias.

   Três palavras? Eu não sei. Até porque de momento, eu não sei mesmo.